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domingo, 6 de outubro de 2019

Valores Modernos

Imagem cedida por Maurício Alcebíades

Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente. Hebreus 13:8

Certo dia alguém me perguntou: “quais são seus planos”? Noutra vez alguém me perguntou qual era minha obra. Será que pareço tão sem rumo assim que as pessoas sentem a necessidade de me perguntar isso? (Contém humor). Minha resposta não foi tão óbvia.

Da outra vez que me perguntaram eu não soube responder de imediato, pois não me vi fora do foco da pergunta, que era profissional igual esta última. Nesta foi mais simples, respondi que quero me casar e ter meus filhos, minha família e se eu puder fazer tudo isso sem precisar trabalhar, tanto melhor.

Acho que isso chocou um pouco o ambiente, trazendo inclusive quem não fazia parte da conversa para o debate, com argumentos de valores da sociedade, modernidade e tudo mais. A pessoa que me perguntou teve boa fé, aceitou minha resposta numa boa, deu sua própria vida como argumento de que dá para ser mãe e trabalhar e, resumindo, sem ter o formato de família tradicional, papai e mamãe e filhinhos. Sem dúvida que dá. Do ponto de vista humano, “debaixo do sol”, tudo pode acontecer. E não tem problema - para quem quiser ser assim.

Eu amo o que eu faço no trabalho. É uma profissão que eu descobri fazendo, me capacitei no ramo durante o trabalho, e sem dúvida é muito gratificante, apesar das dificuldades e limitações. Mas se um dia eu tiver que escolher entre família e carreira, ou puder abrir mão de uma para me dedicar a outra, certamente minha escolha será a minha própria família – meu futuro marido (que não conheci ainda), e meus filhos gerados ou adotivos. Pelo menos naquela fase dos filhos que forma a personalidade e que é tão importante na construção do caráter do indivíduo.

Você acha que precisa de homem para ter seus filhos”? Perguntaram. Eu acho que sim. Por mais que a pergunta não tenha sido no sentido biológico da coisa, que é muito óbvio. Fazer filho é relativamente simples, e se não fosse simples e prazeroso a raça humana já teria sido extinta. Mas para mim, filho só faz sentido no contexto de família. Já até pesquisei adoção por solteiros, que é legítima, mas eu quero que meus filhos tenham pai presente. Por que? Porque sim. Não tenho controle sobre isso, eu sei, mas não negligenciar a escolha do marido já ajuda. Respeitar o tempo de Deus também.

Para mim é natural pensar assim. São meus valores, alguns de família, como já citei no post Mulher Moderna. A grande maioria são valores cristãos. E como o versículo inicial do post, Jesus Cristo é o mesmo de dois mil e dezenove anos atrás, e antes até, ou seja, não está sujeito a variações dos tempos e das sociedades, nenhum princípio da Sua Palavra perde validade por outro mais moderno. A vida é feita de escolhas. E eu escolhi esperar.

E se o marido não surgir, o que vou fazer da minha carreira? Trabalhar. Trabalhar até que o Senhor Jesus volte. Mas que não seja cargo de liderança formal, hoje eu não tenho perfil para liderar sobre homens e mulheres. Liderança aceito somente se for sobre os meus filhos no lar.

Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa sim será louvada.
Dai-lhe do fruto das suas mãos, e deixe o seu próprio trabalho louvá-la nas portas. Provérbios 31:30,31


sábado, 22 de setembro de 2018

Eu acho é pouco


Porque o Senhor, o Deus de Israel diz que odeia o divórcio, e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o Senhor dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais. Malaquias 2:17

Certa vez, almoçando com duas amigas, uma delas contou sobre os apuros que uma moça sua vizinha passava com o marido usuário de drogas e muito violento. Segundo ela, a família do rapaz que também morava próximo era muito condescendente, não intervinha em defesa da mulher que sofria violência junto com o filho do casal. 

Realmente é muito complicado opinar a esse respeito, minha posição mais lúcida era que a internação do rapaz seria a melhor saída para evitar uma tragédia maior. Tratamento médico para seu vício e medicação para acalmar seu temperamento, do ponto de vista humano seria uma alternativa. A outra amiga, porém, defendeu a separação, o divórcio; a mulher não precisava se submeter a ignorância e violência do marido.

Confesso que neste ponto da conversa um profundo incômodo brotou dentro de mim. Não me recordo exatamente as palavras que usei, mas comentei algo tipo: ainda bem que Deus não desiste de nós com a mesma facilidade com que desistimos uns dos outros. Deus odeia o divórcio (Mal. 2:16), a amiga que estava contando o caso lembrou, por sua vez, que o divórcio é biblicamente permitido em caso de infidelidade e mais uma vez a que defendia a separação disse: “mas eu acho que as pessoas não precisam viver juntas se estão infelizes”.

Sinceramente eu também acho. Eu acho que é melhor largar um marido violento a manter um casamento infeliz, eu acho que a infidelidade é um desaforo dos piores, eu acho que se duas pessoas não estão contentes com a união é melhor desistir, eu acho que poupa esforço, poupa a vizinhança de cenas deprimentes, poupa fadiga. Eu acho. Mas eu acho é pouco. Graças a Deus, não estamos à deriva neste mundo a mercê de nossos achismos, nossas opiniões fundamentadas no humor do dia, nas ideologias feministas, machistas, homossexuais ou homofóbicas, religiosas ou ateístas.

Eu não tenho que achar nada, ou até posso achar, mas como cristã que sou, creio que a minha opinião não importa quando ela for contrária ao que Deus nos revelou em sua Palavra, a Bíblia. Deus é grandioso e misericordioso, sacrificou seu filho Jesus Cristo para nos salvar da terrível consequência do pecado que herdamos da velha natureza da carne, pecado que habita no bebê desde o ventre materno até seu último dia de vida nesta terra. O homem já nasce condenado por sua natureza e tem a graça da salvação feita na cruz à sua disposição para livrá-lo da fatal sentença de morte. Tudo que o ser humano precisa fazer é crer.

E tendo um Deus que perdoa indistintamente o mais vil bandido e o mais decente dos homens - segundo os padrões humanos - que se converteram, apesar de toda nossa rebeldia, infidelidade, deslealdade e desprezo contra Sua criação, Sua Obra, Sua Palavra e Seu Filho Jesus. Se Ele, apesar de tudo não desiste de nós, nos dá provisão, sustento, graças infinitas e sabedoria, nos enche com o poder do Seu Espírito Santo, quem somos nós para repudiar um cônjunge por tão pouco? Sim, pois olhando por esta perspectiva espiritual, por pior que seja a situação, é pouco diante de todas as bênçãos celestiais que Deus nos deu e gozaremos em Cristo Jesus.

Não apoio que a moça, do caso inicial, deva se submeter a violência do marido, mas separar-se resolve o que? Ela foge do problema, se poupa das agressões, sim, mas deixa seu esposo, com quem ela se casou por escolha, doente, viciado, refém de seu próprio temperamento e talvez até queira se vingar do repúdio e aí tanto faz ela se manter casada ou não, ele pode matá-la. É um risco que não se resolve com a separação. Não sou casada, então aqui vai um achismo, um casamento falido não é responsabilidade de uma pessoa só. A culpa por algo errado até pode ser de uma só, mas a decisão do que será feito com a relação é conjunta. A parte inocente pode até ganhar apoio do mundo se largar mão da relação contra a parte culpada, mas aos olhos de Deus como fica?

Termino com uma pergunta, justamente por não pretender ter ou dar respostas em meu nome; o que também é contrário à palavra. Mas vou linkar aqui uns textos muito edificantes que li, escritos por irmãos em Cristo:

O vínculo matrimonial - G. H. Hayhoe

Pureza no divórcio - W. Kelly

Casamento nos dias de hoje - W J Prost 

Matrimônio e Liberdade Cristã - Bruce Anstey


domingo, 13 de abril de 2014

Esta é para casar






Essa é para casar!

Algumas vezes ouvi esta frase a meu respeito, das mais variadas pessoas, colegas, professoras, mães de amigos. Na época me sentia lisonjeada, contudo, não é privilégio meu; todas nós, mulheres, fomos feitas para casar!

E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.

Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar;
E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.
E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.
Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. (Gen 2:18-24)


Por mais fora de moda que este conceito esteja ainda repouso sob a ideia de que este é o plano original de Deus para os viventes. Adão e Eva foi o primeiro casal descrito na Palavra de Deus, e precursores de toda a geração terrena. O plano foi definido antes de o pecado entrar no mundo, e Deus não muda de ideia quando erramos, os propósitos de Deus são imutáveis.

Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria? (Num 23:19)

Embora não seja privilégio meu ser uma mulher para casar, ainda é bom ser considerada pelas pessoas como tal. Embora falar mal ou desmerecer o casamento atualmente seja natural, o que de fato o é parece muito estranho! Mesmo assim ouso dizer que no fundo mesmo estas mulheres que se dizem avessas à ideia, sentem aquela alegria no coração quando veem um casal feliz, que demonstra o quanto se amam, e o quanto um está pelo outro.

Conheço alguns casais que vivem muito bem casados, sendo que este "muito bem" não quer dizer que não tenham problemas, brigas, tristezas. Isso nunca foi prometido, vida sem aflições, ao contrário, foi-nos dito tudo isto e o único conselho foi: tende bom ânimo! (Mt 14:27). E é assim, na fé que sustenta esse bom ânimo que estes casais vivem felizes, dentro do propósito de Deus. Não falo aqui de meras formalidades civis apenas, pois esta sem fé vale tanto quanto a fé sem as formalidades legais.

Existe um trecho bíblico muito famoso em cerimônias de casamento que está em Marcos, capítulo 10, versos 6 a 9: Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.

Justamente por estar tão à mostra, esta passagem perdeu sua importância no mundo, no entanto é tão solene. No princípio o “legal” da passagem para as donzelas do século XIX era o deixar pai e mãe. Hoje, quando não são os próprios pais quem deixam os filhos, já está bem mais fácil fazê-lo sem precisar casar. A parte que diz que o que Deus ajuntou não o separe o homem - este homem era tido sempre como uma terceira pessoa da relação, no caso um adultério. Mas isso compete ao casal, independente da existência de outra pessoa. 

Outra vez me disseram que entendiam por “uma só carne” a relação sexual apenas. Mesmo assim ainda estaria um tanto quanto resguardada a pureza da solenidade. Então trataram o mais depressa de banalizar o sexo.

Na ordem dos acontecimentos, veio o descrédito para a expressão Deus os fez macho e fêmea. E assim toda a Palavra de Deus foi torcida para que racionalmente não alcançássemos a ideia do que é ser uma só carne com outra pessoa, dentro do que na Palavra de Deus isto representa:


Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.

Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.
Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido. (Ef 5:31-33)



No Antigo Testamento, tem uma história que terminaria triste se a moça em questão não quisesse casar. Abraão já estava avançado em idade e tinha um filho chamado Isaque, que seria seu único herdeiro. Então, como nos planos de Deus, achou por bem que como homem, não seria bom ele estar só, e pediu ao seu servo que fosse buscar uma noiva para seu filho. Abraão tinha diversos motivos para enviar seu servo para um determinado lugar em busca de uma noiva, mas uma coisa me chamou atenção quanto a boa vontade da moça em relação a este chamado.

E disse-lhe o servo: Se porventura não quiser me seguir a mulher a esta terra, farei, pois, tornar o teu filho à terra donde saíste?

E Abraão lhe disse: Guarda-te, que não faças lá tornar o meu filho. (Gen. 24:5-6)

Se a mulher, porém, não quiser te seguir, serás livre deste meu juramento; somente não faças lá tornar a meu filho. (Gen. 24:8)



Há benção em permanecer em obediência aos planos de Deus, chegará um tempo em que isto não será necessário, mas os que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos, nem hão de casar, nem ser dados em casamento(Lc 20:35)  Logo, tenhamos boa vontade, e sejamos sensatas e andemos com nossas lamparinas repletas com azeite, para quando o noivo chegar, sairmos junto dele, sem correr o risco de ficar para trás da porta a chamar: Senhor! Senhor! Abra para nós!